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IT-Woman

Inspiring Others, by Sandra Leonardo

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Qua | 08.03.17

Dia da Mulher...?!

Sandra Leonardo

8 de Março, dia Internacional da Mulher UAU!!!

 

Obrigada Mundo por reconheceres este dia como sendo o nosso dia especial. Palmas para vocês que o inventaram. Eu no entanto, não querendo ser mal agradecida, pergunto-me, então e o homem, não merece que lhe seja dedicado um dia internacional?

Não Sandra, o homem não precisa, afinal eles têm 365 dias no ano inteiramente dedicados a eles. Este dia da mulher é uma pequena graça que o homem concede à pobre coitada que deu à luz, que o criou, que o educou, que aturou as birras da infância, as crises existenciais da adolescência, a rebeldia da juventude e que na fase adulta, oh sorte, voltas a encontrar para deles conta tomar, qual ama seca...

Caríssimas, não se deixem enganar, o dia da Mulher deve ser todos os dias, por respeito a nós, mas também por respeito a todas as mulheres que desde sempre lutaram e têm contribuído para o reconhecimento da igualdade de géneros. Bom, com as devidas diferenças não é, afinal nem tudo é igual...

O caso da Marie Gouze (ou Olympe de Gouges), uma escritora francesa do século XVIII (imaginem vocês, ao tempo que isso foi), acham que aquela coitada que morreu queimada por ter querido que fosse reconhecida a "Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã" junto da Assembleia Nacional (em França) em 28 de Outubro de 1791, à semelhança do que aconteceu com a "Declaração dos Direitos do Homem e do cidadão" (esta sim, claro que foi reconhecida), vai ficar contente por nós nos contentarmos com esta esmola ridícula. Para cúmulo nem podemos utilizar a expressão, "deve andar às voltas no túmulo", vejam bem a sorte da Senhora, foi parar a uma vala comum, e em 2007, quando a quiseram homenagear com direito a trasladação para o Panteão francês, ups! nada de restos mortais. Este é só um exemplo entre muitos outros.

Felizes seremos, quando este dia for recordado com gargalhadas de gozo, do género a sério os nossos antepassados pensavam assim! Aí sim, poder-se-á dizer que a humanidade atingiu um patamar superior no qual homem e mulher vão poder em condições de igualdade sair da casa de partida e percorrer o caminho até à meta sob o lema que vença o melhor! Sem batota, é claro!

 

   

 

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